“A verdade é que quando você volta, eu mando você ir embora de novo. E quando você vai embora, eu quero que você volte mais uma vez. É que quando você volta, eu me lembro que as coisas nunca vão ser do jeito que eu queria, e aí eu tenho certeza que se for assim eu fico melhor sozinho. E quando você vai embora de novo, eu me lembro que eu prefiro te ter pelo menos por perto do que não te ter de qualquer jeito.”
Muito eu.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Postado por Luiza. às 02:21 | Marcadores: Outros textos“A verdade é que quando você volta, eu mando você ir embora de novo. E quando você vai embora, eu quero que você volte mais uma vez. É que quando você volta, eu me lembro que as coisas nunca vão ser do jeito que eu queria, e aí eu tenho certeza que se for assim eu fico melhor sozinho. E quando você vai embora de novo, eu me lembro que eu prefiro te ter pelo menos por perto do que não te ter de qualquer jeito.”
Medo da felicidade
sábado, 12 de novembro de 2011 Postado por Luiza. às 23:16 | Marcadores: Outros textos"...Mas a felicidade era tanta, que de tão feliz, tão feliz, tão feliz... eu tive que ficar triste. E me dei conta de como isso era louco e insano, de como experimentar um momento singular e sublime de felicidade assustava... Porque nesse instante em que cada problema parece desaparecer e se experimenta a paz, o amor, a harmonia (com todas as suas diferenças) e a tranquilidade, a gente se assusta porque sabe que no dia seguinte a vida volta com todos os seus pesos, e arrependimentos, e cobranças e sensações de ah-o-que-eu-faço-da-vida..."
Elenita Rodrigues em http://www.acasosafortunados.com/2011/10/o-medo-da-felicidade.html
"... querem é sonhar com a felicidade sentimental, mas não querem que ela aconteça na realidade. O amor costuma estar em forte antagonismo com os anseios de liberdade, de modo que a maior parte dos desencontros parecem não ser tão inexplicáveis: estão a serviço da preservação da individualidade. (...) (F. Gikovate)
Foi tão rápido. Você simplesmente apareceu e me arrebatou, assim, de um jeito esquisito. Como nunca havia acontecido antes.
Acho que baixei a guarda, confiei demais, me deixei levar. Só agora eu percebi o que está acontecendo. Me diz, o que é que eu faço?
Você sempre chega com esse seu sorrisão, me conquistando a cada dia. E quando você me cumprimenta eu sinto que derreto completamente, meio como naquela cena de Amélie Poulain. É estranho que você não tenha percebido, você é mesmo muito desligado. E a ternura com a qual eu te olho todas as vezes, todo mundo já percebeu.
É, era isso que eu queria, passar a tarde toda abraçada com você assistindo "Amelie Poulain". E quando terminasse a gente ia conversar sobre a simplicidade do filme, a leveza. E todo o meu encantamento iria aumentar ainda mais. Ou a gente poderia ver "Um amor pra recordar", eu sei que você adora. A gente ficaria assim, só isso. Conseguiríamos ficar muito tempo só nos olhando nos olhos, sem dizer uma palavra, e essa seria a conexão mais incrível que teríamos. Pelos seus olhos eu veria a sua alma e você veria a minha, e a gente se comunicaria sem usar palavras, e poderíamos garantir a todos que desse jeito sentimos muito mais, nos entendemos muito mais, nos conectamos muito mais.
Você nem repara em nada disso né? E eu continuo suspirando toda vez que você passa, que você fala, que você me olha. Eu sou muito boba mesmo. Mas eu acho que o amor é assim mesmo: meio bobo, chega do nada, e, se necessário, fica esperando o outro, pelo tempo que for.
I remember what you wore in our first day.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010 Postado por Luiza. às 00:51 | Marcadores: MúsicaPara atravessar agosto...
quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Postado por Luiza. às 22:20 | Marcadores: Outros textosNão lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se ou lamuriar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informação para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire, a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo; evasão, escapismos. Assumidos, explícitos.
Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:.”
"-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu."
C.F.
I'm a junkie over you.
sexta-feira, 9 de julho de 2010 Postado por Luiza. às 22:50 | Marcadores: Música- Sabe a garota do copo de água?
- Sei.
- Se parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?
O filme narra a história de Boni, estudante de engenharia , que opta pela luta armada mesmo se sentindo inseguro com sua escolha. Teme por seus familiares, amigos e namorada.
É preso, torturado e banido do país. Vai viver no Chile com sua companheira Cecília e então começa a encarar a sociedade de outra maneira.
Com o golpe militar que derruba Allende, presidente do Chile neste contexto, sua vida muda novamente.
Boni vai para a Argélia com Cecília e seu filho (nascido no Chile), e então nasce mais um filho. Parte para Paris onde é escolhido presidente do Comitê Brasileiro da Luta pela Anistia.
De volta ao Brasil, nove anos depois de ser exilado, possui uma outra dimensão do mundo
Em teu nome foi ganhador de quatro Kikitos do 37° Festival de Cinema de Gramado (Melhor Diretor, Melhor Ator para Leonardo Machado, Melhor Música e Prêmio Especial do Júri)
Sobre amores, expectativas e filmes de romance.
terça-feira, 11 de maio de 2010 Postado por Luiza. às 22:47 | Marcadores: DevaneiosA mídia nos mostra cada vez casais mais perfeitos, histórias de felizes para sempre, homens românticos e carinhosos, a gente acredita. Espera pela perfeição em forma de homem, e cadê? Eu esqueço que não é real. Histórias de filmes, novelas, livros...nada disso é verdade. E toda aquela coisa de destino, de cartas marcadas em que te fazem acreditar.
Existe uma pesquisa que aborda esse assunto, saiu na BBC Brasil e você pode lê-la AQUI.
A pesquisa diz que comédias românticas prejudicam a vida afetiva pois os que veem criam expectativas que não serão correspondidas, já que as cenas mostradas são irreais. E o pior, as pessoas sabem que são situações idealizadas e mesmo assim esperam que aconteça com elas. (como por exemplo eu. haha')
Você começa a confiar que nada disso é real e se conforma, acredita na tal pesquisa e tenta parar de se iludir.
Até que você lembra daquele casal que você conhece: ela é linda, ele é mais ainda, ambos são simpáticos, extrovertidos, felizes e tiram fotos perfeitas. O menino é super romântico e carinhoso e a menina adora. De repente você começa a acreditar (de novo) que o menino perfeito existe sim e que algum dia você ainda vai encontrar o seu. Afinal, se aquela menina que você conhece encontrou, porque você não consegue?
E então fico eu esperando, esperando, esperando...
P.S.: Eu conheço o casal da foto.
P.P.S.: Caso alguém reconheça, sim, o menino da foto já foi
Encontros Casuais.
segunda-feira, 10 de maio de 2010 Postado por Luiza. às 22:36 | Marcadores: DevaneiosAdoro poder acreditar nessa afirmativa, é tão bom sentir que tudo acontece por algum motivo, pensar que todas as pessoas que você encontra ou conhece é por alguma razão, que aquele por quem você passa na rua talvez se torne a pessoa mais especial da sua vida. É incrível pensar como milhares de vidas se conectam de um jeito estranho e inexplicável. Creio que exista até um teoria sobre isso.
E se todos os encontros casuais que temos forem encontros marcados? E se tudo o que acontece já estivesse previsto, programado para acontecer ? E se todos os atos que temos forem, na verdade, controlados? Sei lá, às vezes penso nessas questões meio loucas.
É incrível como cada pessoa faz farte de um mundo diferente, um mundo só dela. Enquanto você está na rua passam milhares de pessoas por você, cada uma pertencente ao seu próprio mundo. Elas passando por diversas situações: indo a um compromisso, tendo desilusões amorosas, planejando o casamento, pensando em largar o emprego, querendo fazer uma viagem, xingando o chefe mentalmente...
São tantas as possibilidades, e quando você passa por certa pessoa na rua, você desconhece completamente esse mundo secreto ao qual ela pertence. É estranho. Vocês nunca quiseram saber o que cada pessoa por quem passam na rua está indo fazer ou pensando? Cada um tem sua vida, seus problemas, suas preocupações, mas, estando entre desconhecidos, cada um é só mais um. Até que você o conheça.
I still believe.
quarta-feira, 5 de maio de 2010 Postado por Luiza. às 18:44 | Marcadores: DevaneiosSou muito ingênua mesmo, nem sei porque acredito nessas coisas. Vejo o tempo todo vários apaixonados quebrando a cara e ainda assim continuo fantasiando relações, criando expectativas, alimentando paixões platônicas. Coisa de garota boba que (in)felizmente ainda acredita em contos de fada.
you're gonna believe them"
The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds, and that's what you've given me. That's what I hope to give to you forever. I love you. I'll be seeing you.
Noah
Expectativa e Frustração: Sinônimos.
domingo, 28 de março de 2010 Postado por Luiza. às 14:10 | Marcadores: DevaneiosE a tal da expectativa? Sensação que cresce na gente cada dia mais diante de uma situação, vai se formando, pouco a pouco. Até que em um momento estamos esperando, esperando, esperando, e acreditando que algo será incrível.
Ilusão, já que sempre esperamos mais do que qualquer acontecimento pode ser. E então, tcharãm, frustração. E lá estamos de novo, chorando pelo cara que não ligou, reclamando da festa que não foi tão boa assim, achando que o nosso amigo deveria ter tido outra atitude, achando que nós mesmos deveríamos ter tido outra atitude...
Frustração, simplesmente isso.
This shit sucks!
terça-feira, 2 de março de 2010 Postado por Luiza. às 23:25 | Marcadores: DevaneiosNunca, quando era pequena, parei para pensar que quando eu fosse mais velha teria que tomar decisões e arcar com as consequências dos meus atos, que teria que ter milhões de responsabilidades, e não teria mais a isenção por ser criança. Eu só queria 'ser grande', legal como as meninas que eu via no colégio que já estavam no ensino médio. Grande ilusão, já que as pessoas do ensino médio, em sua maioria, não são nada legais hahaha.
Achava o máximo as pessoas dizendo: 'sou vestibulando', ficava imaginando quando chegaria a minha vez, quando eu falaria isso também, pensava que irira me sentir no topo do mundo. Agora posso dizer 'sou vestibulanda', mas isso não me deixou mais feliz. A única coisa que consigo sentir é confusão e insegurança. This shit sucks!
Aos desconhecidos.
sábado, 27 de fevereiro de 2010 Postado por Luiza. às 02:18 | Marcadores: DevaneiosAs pessoas devem me achar maluca né? Com 15 anos e cheia de problemas existenciais, rs. Mas não sou tão louca assim, talvez só um pouco. Ou talvez faça tempestade em um copo d'água já que mais cedo ou mais tarde todos passam pelos mesmos conflitos de escolher a profissão e tomar decisões importantes como eu. Por que então será que eu acho que o meu problema é muito maior do que o dos outros?
Talvez eu escreva coisas aqui que são tão minhas que nem devesse postar, mas eu posto. Deve ser porque sinto uma imensa segurança de saber que ninguém conhecido vai ler, apenas pessoas que nunca vi na vida. É estranho perceber como é difícil se expor dessa maneira e mostrar suas maiores angústias e tudo o que você sente. É provável que talvez não fizesse isso cara a cara, nem mesmo com um estranho. Mas de frente para a tela do computador estou protegida, ninguém vê meus complexos por inteiro aqui. Quem lê sabe de muitas coisas que muitos amigos nem imaginam, mas na verdade, não é nem metade de tudo o que sinto.
Quando escrevo aqui não fico me censurando por achar que vão pensar que sou estranha, maluca, complexada, indecisa. Só escrevo. Tento colocar tudo o que eu não digo para fora de alguma forma, e a forma que escolhi e que amo é escrever. Afinal, sair pelada na rua não seria tanta exposição como mostrar meus sentimentos mais íntimos em um blog, que graça teria?
Sei lá, às vezes acho que de tanto querer me entendender me perco em mim mesma.
*E muito obrigada pelo selo Graziely, fiquei muito feliz de ter sido indicada :D













